sábado, 12 de novembro de 2011


Origem do sistema solar pode ter 5 planetas gigantes, diz estudo
11 de novembro de 2011 • 16h28 • atualizado às 16h47

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O sistema solar pode ter suas origens em um planeta gigante, mas que foi ejetado por uma mudança de órbita de Júpiter, de acordo com estudo divulgado nesta sexta-feira na revistaThe Astrophysical Journal Letters. O artigo, escrito por David Nesvorny, do Southwest Research Institute, descreve o sistema solar há 600 milhões de anos como um lugar caótico no qual os planetas e as luas provocavam deslocamentos entre si devido a órbitas instáveis.
Nesvorny desenvolveu simulações de computador baseadas em uma análise do conjunto de pequenos corpos conhecidos como o cinto de Kuiper e das crateras da lua. O dinamismo em transformação das órbitas dos planetas gigantes e os corpos pequenos fez com que os corpos celestes se dispersassem para diferentes lugares.
Os corpos pequenos se transferiram ao cinto de Kuiper e o sol gerando numerosos impactos na terra, e Júpiter também se deslocou para o sistema solar, enquanto Urano e Netuno se movimentaram para o exterior. Entretanto, Nesvorny detectou um problema neste modelo, pois se for aceita a teoria de que Júpiter mudou de órbita de maneira súbita quando se afastou de Urano e Netuno durante o período de instabilidade na zona externa do sistema solar, a conclusão é de que estes últimos planetas teriam ficado fora do sistema.
"Algo estava errado", ressaltou. Para achar uma saída a esta encruzilhada, o pesquisador decidiu introduzir nas simulações cinco planetas gigantes ao invés dos quatro atuais (Júpiter, Urano, Netuno e Saturno). "A possibilidade de que o sistema solar tenha tido mais de quatro planetas gigantes inicialmente, e expulsasse um, parece ser mais concebível de acordo com os recentes descobrimentos de um grande número de planetas flutuando livremente no espaço interestelar, o que demonstraria que o processo de expulsão planetária seria bastante comum", disse o astrofísico.
EFE
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011


Células-tronco: paraplégico anda, mas cura para todos está longe
06 de novembro de 2011 • 09h10

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MATHEUS PESSEL
Com a ajuda de um andador, um policial militar da Bahia conseguiu em outubro dar os primeiros passos desde que sofreu um acidente há nove anos. O paciente de 47 anos, que não teve nome divulgado, estava paraplégico e recebeu um transplante de células-tronco em 14 de abril deste ano. Em junho, já conseguia mover um pouco as pernas e, alguns meses depois, com a ajuda de muita fisioterapia, conseguiu dar os primeiros passos. Mas a recuperação do paciente baiano, apesar de dar muitas esperanças, ainda está anos à frente de tratamentos que cheguem aos hospitais e clínicas. Segundo Milena Botelho Soares, Da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Bahia, ainda falta muita pesquisa.
Milena afirma que foram escolhidos para o estudo cinco pacientes que não tinham nenhuma outra forma de recuperação para assim atestar o resultado da pesquisa. As respostas ocorreram em diferentes graus - de pacientes com pequeno retorno de sensibilidade e movimento até o policial que conseguiu andar. O estudo agora será ampliado e mais 15 pessoas com paraplegia se juntam ao grupo. Os resultados são animadores, e os pesquisadores da Bahia estimam que - se os sucessos continuarem a ocorrer - o tratamento com células-tronco vai chegar aos hospitais, mas não antes de cinco anos.
"Fizemos o transplante em cinco pacientes. Esse é o mais antigo, o primeiro que tratamos e que teve uma resposta muito boa. Os outros pacientes tiveram graus variados de recuperação, uns tiveram pouco aumento de sensibilidade e ganho de movimento, outros tiveram maior grau", explica a cientista.
Os passos da pesquisa
Outra pesquisadora de células-tronco, Patrícia Pranke, professora da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), que não teve ligação com a pesquisa na Bahia, lembra que já existe um tratamento consagrado que usa células-tronco: o transplante de medula. Mas a esperança é a de que essa área possa ajudar em muitos outros casos - de mal de Parkinson a diabetes.
A professora afirma que existem três fases na pesquisa: a básica (somente em laboratório e sem envolver animais), a pré-clínica (testes em animais) e a clínica (com humanos). Todo esse caminho leva muitos anos, até décadas, para chegar aos demais pacientes - isso se tudo der certo.
Mas a pesquisadora acredita que o avanço já pode ser considerado notável. "Até 15 anos atrás, os neurocientistas diziam: 'é impossível curar uma lesão raquimedular'. (...) É um avanço fantástico"
Patrícia explica que já conseguiu recuperar lesões na coluna de ratos em laboratório - o que não foi nada fácil, segundo ela -, mas, mesmo em animais, o resultado ainda não foi 100%. "Os nossos ratinhos não voltaram a correr. Eles estavam paraplégicos e não saíram correndo. Eles tiveram uma melhora de 40 a 50% no movimento. Isso pode parecer pouco a quem não é da área, mas não é. É um avanço fantástico. Quebrou-se um paradigma".
"É uma luz no fim do túnel. A gente sabe que é um caminho a seguir. Se esse caminho vai demorar 10 anos, 5 anos ou 50 anos, a gente não sabe. Mas eu não tenho dúvida que isso vai um dia acontecer."

Após derrame cerebral, britânico acorda gay e muda de vida
09 de novembro de 2011 • 10h26 • atualizado às 11h26


Eu era gay quando acordei e ainda sou, disse Chris Birch, 26 anos. Foto: BBC Brasil
"Eu era gay quando acordei e ainda sou", disse Chris Birch, 26 anos
Foto: BBC Brasil
Um britânico que jogava rúgbi e estava noivo diz que um derrame mudou sua sexualidade. Chris Birch, de 26 anos, tentava dar um salto mortal de costas em frente a amigos em um campo, quando caiu, quebrou o pescoço e sofreu um derrame. "Eu era gay quando acordei e ainda sou", disse ele à mídia britânica.
"Sei que parece estranho, mas quando ganhei consciência, eu imediatamente me senti diferente. Eu não estava mais interessado em mulheres. Eu era definitivamente gay. Eu nunca tinha sentido atração por homens antes - eu nunca tive nem amigos gays."
Cabelereiro
Antes do acidente, Birch diz que passava os fins de semana assistindo a programas de esportes na TV e bebendo com amigos. "De repente, eu passei a odiar tudo na minha vida antiga. Não me dava bem com meus amigos, odiava esporte e achava meu emprego (em um banco) chato", conta ele.
"Eu comecei a me preocupar mais com minha aparência, pintei o cabelo e comecei a malhar. Mudei de um skinhead de 120 kg a um homem bem cuidado de 70". Além de terminar o noivado e parar de jogar rúgbi, ele mudou de profissão: passou a ser cabeleireiro. Hoje, ele vive com o namorado em um apartamento em cima do salão onde trabalha.
Cérebro
Birch diz que seu neurologista explicou que o derrame pode ter aberto uma parte diferente de seu cérebro, explicação que é considerada aceitável pela Associação Britânica de AVC (Acidente Vascular cerebral). "Durante a recuperação, o cérebro faz conexões neurais que podem despertar coisas das quais as pessoas não tinham consciência, como um novo sotaque, língua ou talvez uma sexualidade diferente", disse o porta-voz Joe Korner.
Apesar das mudanças em sua vida, Birch diz que não se arrepende da transformação. "Acho que sou mais feliz do que nunca".
BBC Brasil
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011