sexta-feira, 29 de outubro de 2021

SISTEMA CARDIOVASCULAR / SISTEMA CIRCULATÓRIO

Coração

 Coração

O coração é o órgão central do sistema circulatório, bombeando o sangue nos vasos através de suas contrações. Ele é formado pelo endocárdio, miocárdio e epicárdio, camadas semelhantes às túnicas dos vasos. O endocárdio é composto por células endoteliais e o miocárdio possui o músculo estriado cardíaco, que realiza a contração do órgão. 

Também se localiza nesta camada o nó sinoatrial, com as células marca-passo que fazem os batimentos cardíacos ocorrerem de maneira rítmica e constante através da geração de pulsos elétricos. Por fim, o epicárdio reveste o coração com tecido conjuntivo e vasos que o nutrem. O coração humano, similar ao das aves, é subdividido internamente em 4 câmaras: os átrios (direito e esquerdo) e os ventrículos (direito e esquerdo). O sangue venoso entra pelo no átrio direito, passa para o ventrículo direito que o bombeia para os pulmões. Depois de receber oxigênio, o sangue arterial retorna para o átrio esquerdo, sendo carreado para o ventrículo esquerdo que o envia para a circulação sistêmica, irrigando o corpo. O sistema vascular linfático também faz parte do sistema circulatório, transportando a linfa, líquido incolor que contém substâncias do metabolismo (como lipídios) e que conduz linfócitos. O sistema linfático sempre se move em uma única direção, dos órgãos para o coração. A linfa é recolhida pelos capilares linfáticos adjacentes aos capilares sanguíneos e as vênulas, sendo transportada pelos vasos linfáticos até os ductos linfáticos, que despejam a linfa nas veias próximas ao coração. Os vasos linfáticos possuem uma composição muito similar a das veias, inclusive contendo válvulas em seu interior que previne o refluxo de linfa. Os vasos transportam a linfa através dos linfonodos, responsáveis pela filtração do fluido e liberação de linfócitos.


O coração de uma pessoa tem o tamanho aproximado de sua mão fechada, e bombeia o sangue para todo o corpo, sem parar; localiza-se no interior da cavidade torácica, entre os dois pulmões. O ápice (ponta do coração) está voltado para baixo, para a esquerda e para frente. O peso médio do coração é de aproximadamente 300 gramas, variando com o tamanho e o sexo da pessoa. O coração humano, tem quatro cavidades:

• Átrio direito e átrio esquerdo, em sua parte superior;

• Ventrículo direito e ventrículo esquerdo, em sua parte inferior.

O sangue que entra no átrio direito passa para o ventrículo direito e o sangue que entra no átrio esquerdo passa para o ventrículo esquerdo. Um átrio não se comunica com o outro átrio, assim como um ventrículo não se comunica com o outro ventrículo. O sangue passa do átrio direito para o ventrículo direito através da valva atrioventricular direita; e passa do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo através da valva atrioventricular esquerda. O coração humano um órgão cavitário (que apresenta cavidade), basicamente constituído por três camadas:

• Pericárdio – é a membrana que reveste externamente o coração, como um saco. Esta membrana propicia uma superfície lisa e escorregadia ao coração, facilitando seu movimento ininterrupto;

• Endocárdio – é uma membrana que reveste a superfície interna das cavidades do coração;

• Miocárdio – é o músculo responsável pelas contrações vigorosas e involuntárias do coração; situa-se entre o pericárdio e o endocárdio.



quarta-feira, 14 de abril de 2021

FUNDAMENTOS DE MICROBIOLOGIA


 

Classificação dos ossos do corpo humano

 Classificação dos ossos do corpo humano

O sistema esquelético do ser humano é formado por 206 ossos classificados de acordo com o formato e a localização. Pela forma, os ossos são classificados em cinco principais tipos: longos, curtos, planos, irregulares e sesamoides. Relacionado com à localização, os ossos do corpo humano são classificados em axiais, compondo o eixo vertical do corpo (cabeça, tronco e pescoço). Os demais ossos são apendiculares, que formam os membros superiores e inferiores.

Ossos longos

São ossos cujo comprimento, apesar de ser variável, é maior que a largura e a espessura. Além disso, são resistentes pela sua estrutura ligeiramente curvada para absorver o estresse gerado pelo peso corporal. Esses ossos são constituídos de uma diáfise, um corpo formado por tecido ósseo compacto, e epífises, que são as extremidades em tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero, rádio, ulna, fíbula e falanges.

Ossos curtos

São ossos formados por tecido esponjoso, cuja superfície possui um fino revestimento de tecido compacto. O formato desses ossos é parecido com um cubo, já que comprimento, altura e largura são praticamente iguais. Exemplos: Ossos do punho (carpo) e ossos do tornozelo (tarso).

Ossos pneumáticos

Os ossos pneumáticos apresentam características distintas dos demais grupos e, por isso, são classificados de maneira específica. Eles apresentam cavidades, chamadas de seios, e são revestidos de mucosas cheias de ar. Exemplos: Ossos que fazem parte do crânio, como maxilar e temporal.

Ossos laminares

Também são chamados de ossos planos ou chatos e fornecem proteção. São formados, geralmente, por duas lâminas de tecido compacto quase paralelas e separadas por uma camada de tecido esponjoso, caracterizando-os como finos e compactos ossos do corpo . Exemplos: Ossos do crânio, como o frontal e o parietal, costelas e escápula.

Ossos irregulares

São ossos de estrutura complexa e com composição variável de tecido ósseo esponjoso e tecido ósseo compacto. Exemplos: Vértebras e calcâneo.

Ossos sesamoides

São ossos cujo diâmetro pode variar de milímetros a centímetros quando se desenvolvem em determinados tendões do corpo, conferindo proteção as regiões que suportam atritos, tensão e estresse físico. Uma pessoa pode apresentar um número diferente de ossos sesamoides, entretanto, normalmente todos possuem patelas, os maiores ossos sesamoides. Exemplos: Patelas localizadas no tendão do músculo quadríceps femoral.


Ossos suturais

Também chamados de ossos wormianos, são assim classificados por estarem localizados entre as articulações, também chamadas de suturas, dos ossos cranianos. Tratam-se dos ossos supranumerários ou acessórios, que podem crescer em umas pessoas e em outras não.


                                             fonte: https://www.todamateria.com.br/classificacao-dos-ossos/





SISTEMA ESQUELÉTICO






                                                               https://youtu.be/3i0JCOY7r0A 

                              fonte:  https://www.todamateria.com.br/sistema-esqueletico-exercicios/


 


terça-feira, 9 de junho de 2020

sistema excretor

Tecnicas de Semeadura

TÉCNICAS DE SEMEADURA

 
Fonte: http://www.prolab.com.br/

Técnicas de semeadura por esgotamento e da alça calibrada. Análise da morfologia de colônias isoladas de micro-organismos em meios sólidos.

(Microbiologia Básica / Profa . ZilkaNanes Lima)

 Copyright  ZILKA NANES LIMA © 2016 -  Todos os direitos reservados

1.   Técnica de semeadura por esgotamento

     a) Primeiro marcar o fundo da placa que vai ser processada com o protocolo ou nome do paciente, origem da amostra e data. 

b) Posteriormente fazer o inóculo em um dos cantos da superfície do meio de cultura; ou com swab com a amostra biológica recém coletada (quando a secreção estiver nele) ou transferir uma alíquota com alça bacteriológica (em caso de amostras biológicas que não são coletadas com swab, como as fezes; ou ainda quando se faz repique de culturas guardadas em geladeira em meios sólidos ou caldos); rolar o swab no mesmo lugar do meio algumas vezes. Descartar o swab em solução de hipoclorito de sódio à 0,5% ou em lixo hospitalar. As secreções podem ser colocadas em ágar Stuart, que é um meio de transporte, para preservar as características por mais tempo até o processamento. Quando utilizar Stuart, retornar o swab para o tubo e deixar à temperatura ambiente, assim a amostra ficará estável por 24 horas.

 c) Flambar a alça bacteriológica, deixar esfriar. Tocar encima do inóculo feito com o swab espalhando o mesmo com a alça fazendo estrias bem juntas em cerca de um terço da superfície  da placa, de modo gradativo vai se fazendo outras estrias mais afastadas uma das outras em novas direções até esgotar o material contido no inóculo. Preferencialmente usa-se um esquema de divisão da placa em 4 quadrantes sendo que a estria de cada quadrante toca no final da estria do quadrante anterior arrastando bactérias deste último. Nesse caso, deve-se flambar a alça após a inoculação de cada quadrante. Pode-se também optar por não tocar no final da estria do quadrante anterior, não sendo assim necessário flambar a alça após cada quadrante. A estria do último quadrante ocupa a maior parte da placa. Alternativamente pode-se fazer 3 estrias, a primeira ocupando metade da placa e as outras duas um quarto da placa cada. Neste modo as estrias não se tocam. Caso o meio do processamento seja o ágar Sangue, após fazer as estrias, furar o meio de cultura encima das estrias até o fundo da placa com a alça bacteriológica na posição vertical. 
           d) Incubar a placa invertida em estufa bacteriológica à 36 ± 2 oC por 24 horas. Após cerca de 24 horas avaliar as características morfológicas das colônias isoladas. O ágar Sangue deve ser incubado em microaerofilia na mesma temperatura, colocar as placas dentro de um jarra de vidro ou lata, acender uma vela, deixar acessa dentro da jarra e fechá-la; a vela irá consumir boa parte do oxigênio e gerar o aumento de dióxido de carbono.

       Figura 1 - Esquema para semeadura de meios de cultura pela técnica do esgotamento.
Fonte: Autora (arquivo pessoal)
 Objetivos da técnica de esgotamento:
A técnica de semeadura por esgotamento é utilizada para obtenção de colônias isoladas em meio sólido. O material a ser processado pode ser o micro-organismo em caldo ou em ágar ou amostras clínicas tais como secreções. A técnica visa obter colônias isoladas de bactérias ou leveduras presentes em materiais biológicos, permitindo a diferenciação de diferentes tipos morfológicos.
A técnica do esgotamento em placa consiste em depor sobre um ponto da superfície do meio uma alíquota do material e depois espalhá-lo em três ou quatro setores, por meio de alça de platina, sem recarregá-la, de maneira a obter quantidades progressivamente menores do material. Temos que obter rarefação suficiente do material, de modo a formar colônias perfeitamente isoladas.
O sucesso da semeadura está em:
 a) grande número de estrias;
 b) não perfurar o meio;
 c) não voltar a alça sobre a estria
 d) pegar pequena quantidade de material para semear. 
 e) SEMPRE TRABALHAR COM TODO MATERIAL PRÓXIMO À CHAMA DO BICO           DE BUNSEN PARA EVITAR CONTAMINAÇÃO EXTERNA NO SEU EXPERIMENTO.
 f) SEMPRE FLAMBAR A ALÇA BACTERIOLÓGICA QUANDO NECESSÁRIO.
 g)DESCARTAR SWABS CONTAMINADOS EM SOLUÇÃO DE HIPOCLORITO DE           SÓDIO À 0,5 %. 

                  Figura 2 - Colônias de Staphylococcus spp. em ágar Müeller Hinton, coletadas com 
        swab umedecido  em solução fisiológica da parte de trás do pavilhão auricular direito.  
Fonte: Autora (arquivo pessoal)

2. Técnica da alça calibrada

         a) Homogeneizar a amostra de urina (Primeira micção - jato médio), ou qualquer outra amostra líquida que se queira quantificar os micro-organismos. Não centrifugar.

       b) Imergir a alça calibrada de 0,001 mL (1 µL) na urina de forma vertical, ou alça de 0,01mL (10 µL) em outras amostras. Observar se preencheu todo o espaço do aro com urina. Observar se não ficou bolhas no líquido que preenche o aro.

        c) Semear primeiro em placa de ágar CLED (não seletivo), imergir novamente a alça na urina e em seguida semear a placa de ágar MacConkey (seletivo) / Em caso de urina de gestante adicionar uma placa de ágar Sangue e semear primeiro este meio, não esquecer de fazer as picadas com alça para evidenciar hemólise. 

         d) Incubação: em estufa à 35 ±1 oC por 18 a 24 horas.
As placas de ágar CLED ou ágar MacConkey deverão ser incubadas em estufa bacteriológica ambiente por 24 horas (e ágar sangue em microaerofilia), devendo este período ser prolongado quando NÃO HOUVER CRESCIMENTO NO PRIMEIRO DIA DE INCUBAÇÃO, e as condições clínicas justificarem ou quando houver suspeita de infecção por Gram-positivos (Enterococcus spp, Streptococcus agalactiae ou leveduras). O tempo de incubação também deverá ser prolongado para 48 - 72 horas se na análise da sedimentoscopia da urina foi observada a presença de freqüentes micro-organismos ou número elevado de leucócitos e se o resultado da bacterioscopia sugere infecção urinária. Em urinas de pacientes hospitalizados havendo suspeita de ITU deixar as placas incubadas por até 5 dias, principalmente o ágar MacConkey, pois a Stenotrophomonas maltophilia pode crescer somente após este tempo.

                        Figura 3 - Esquema para semeadura de meios de cultura pela técnica da                                                      alça calibrada (técnica quantitativa)
Fonte: Autora (arquivo pessoal)

                                          Figura 4 - Técnica da alça calibrada (quantitativa) 
                               54.000 colônias por mL de Candida parapsilosis em ágar CLED. 
                                                             (CLED = cystine lactose eletrolyte deficient) 
Fonte: Autora (arquivo pessoal)
                      Interpretação: Alça de 1 microlitro - 1 colônia = 1.000 ou 103 UFC/mL
                                               alça de 10 microlitros - 1 colônia = 100 ou 102 UFC/mL

Explicação da técnica: Em sua execução a alça bacteriológica é introduzida em uma amostra de urina bem homogeneizada, fazendo-se movimentos para baixo e para cima no sentido vertical. A alça carregada é então utilizada para inocular cada meio de cultura, fazendo-se, inicialmente, uma linha reta no centro da placa e completando-se o espalhamento com uma série de passagens em um ângulo de 90º, através da linha original. Importante item de controle de qualidade é utilizar alças calibradas periodicamente aferidas ou, quando possível, alças descartáveis.

Objetivos da técnica da alça calibrada: Quantificar micro-organismos em amostras líquidas. Isolar colônias de micro-organismos permitindo assim a descrição da sua morfologia.
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3.Análise morfológica da colônia (Utilizar os espaços que seguem para anotar a interpretação destas características e ao final sugerir o possível gênero e/ou espécie do micro-organismo).
Meio de cultura: _______________________ Densidade: _________________________
Tamanho/Odor: _______________________ Cor: _______________________________
Borda ou forma:_______________________  Consistência/Aparência: _______________
Elevação:____________________________ Hemólise em ágar Sangue: _____________

Sugerir qual é o micro-organismo: ___________________________________________


Tabela 1. Características do crescimento de alguns micro-organismos.

Micro-organismo
Tamanho / Odor
Borda ou
forma
Elevação
Densidade
Cor
Consistência/ Aparência
Hemólise em AS
Staphylococcus aureus
Grande
/Queijo
Circular
Convexa
Opaca
Amarela ou branca
Cremosa
Em geral beta
Staphylococcus coagulase-negativa
Médio
/Queijo
Circular
Elevada
Opaca
Branco-acizentada
Cremosa
Em geral sem
Streptococcus do grupo viridans
Pequeno
/Caramelo
Irregular, puntiforme
Achatada
Opaca
Branco-acizentada
Embaçada
Alfa
Streptococcus pneumoniae
Pequeno

Circular
Umbilicada
Achatada
Transparente
Cinza
Brilhante
Mucóide
Alfa
Streptococcus pyogenes
Pequeno

Puntiforme
Convexa
Translúcida
Cinza
Brilhante
Beta
Streptococcus agalactiae
Médio
Circular
Convexa
Translúcida
Cinza
Cremosa
Beta
Enterococcus faecalis
Médio
/Caramelo
Circular
Elevada
Opaca
Cinza
Brilhante
Em geral
sem
Escherichia coli
Médio
/Vinagre
Circular
Achatada
Opaca
Cinza (AS)
Rosa(MC)
Seca
Em geral beta
Klebsiella spp.
Grande
/Fermento de pão
Circular
Convexa
Opaca
Cinza(AS)
Rosa(MC)
Mucóide
Sem hemólise
Salmonella spp.
Pequeno
/Fétido
Circular
Convexa
Translúcida
Centro preto(SS)
Incolor(MC)
Brilhante
Sem hemólise
Proteus spp.
Médio
/Fétido
Ondulada
Achatada
Translúcida
Incolor (MC)
Brilhante
Sem hemólise
Pseudomonas aeruginosa
Médio
/Uva
Irregular
Achatada
Transparente
Incolor (MC). Pigmento esverdeado.
Brilhante
Com ou sem.
Candida spp.
Médio
/Pão
Circular, filamentosa
Elevada
Opaca
Branca
Cremosa
Sem
AS= Agar sangue; MC=Agar MacConkey; SS= Agar Salmonella-Shigella;
Tamanho das colônias (mm) : Grande = maior que 1 mm de diâmetro (Ex: Klebsiella pneumoniae)
                                    Média = 1 mm de diâmetro (Ex: Enterococcus faecalis)
                                    Pequena = menor que 1 mm de diâmentro (Ex: Streptococcus pyogenes)

Referências bibliográficas:
- Oplustil, C.P.; Zoccoli, C.M.; Tobouti, N.R.; Sinto, S.I. Procedimentos Básicos em Microbiologia Clínica, 3ª Ed. Sarvier, São Paulo, SP, 2010.
- Conhecimento adquirido
                                                                              Professora Zilka Nanes Lima    (Professora de Microbiologia e Imunologia Clínica)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

CLASSIFICAÇÕES DOS OSSOS


CLASSIFICAÇÕES DOS OSSOS
Os ossos se classificam segundo sua morfologia da seguinte maneira: ossos longos, curtos, sesamoides, planos e irregulares.

Ossos Longos
·         Comprimento maior que a largura.
·         Apresentam canal medular.
·         Possuem um corpo (diáfise) e duas extremidades (epífises).
·         Metáfise: é a parte da diáfise perto da cartilagem de crescimento, é rica em suprimento sanguíneo. Quando cessa o crescimento ósseo, o disco epifisário desaparece e as epífises se fundem com as diáfises.
Exemplo: Fêmur, Úmero, Tíbia, Fíbula, Rádio, Ulna.

Ossos Curtos
Espessura, largura e comprimento aproximadamente iguais. Exemplos: Ossos do carpo, e do Tarso.

Ossos Sesamoides
São pequenos e chatos. Eles são encontrados em tendões, nos lugares onde cruzam as extremidades dos ossos longos nos membros. Estes ossos são chamados de intratendíneos. Encontram-se também em cápsula fibrosas nas articulações e são chamados de periarticulares. Os ossos sesamóides protegem os tendões contra desgaste excessivo e na maioria das vezes modificam os ângulos dos tendões em sua passagem até as suas inserções. Isto aumenta a alavanca do movimento e consequentemente produz mais força. Exemplo: Patela., hiode.

Ossos Planos ou Laminares
São ossos finos e normalmente mais recurvados e torcidos. Exemplo: Esterno, costela, Abóboda Craniana, Escápula.

Ossos Irregulares
São ossos que não possuem características regulares.  Exemplo: Vértebras e Ossos do Quadril. 

 Ossos pneumáticos   
Os ossos pneumáticos apresentam uma ou mais cavidades, de volume variável, revestida de mucosa e contendo ar. As cavidades são chamadas de seios ou sinus. Estes ossos se encontram no crânio (frontal, esfenóide, maxilar, etmóide).
     

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

SISTEMA LINFÁTICO

O sistema linfático é paralelo ao sistema circulatório. É formado por uma rede de vasos parecidas com as veias. Ele recolhe o líquido que está entre os tecidos que ainda não passaram para a circulação sanguínea, filtrando o líquido e reconduzindo-o a circulação sanguínea venosa. Suas funções são: – realizar a drenagem para  eliminar o excesso de líquido intersticial – restaurar as proteínas ao sistema circulatório – realizar o transporte de lipídios e vitaminas – conferir imunidade O sistema linfático é formado pela linfa, vasos e órgãos linfáticos. Os capilares linfáticos são vasos microscópicos nos espaços intersticiais  de muitos órgãos e tecidos  que recolhem os líquidos e toxinas  em demasia que formam a linfa. 
O sistema linfático é responsável pela absorção de detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo, ou que não conseguem ser captadas pelo sistema sanguíneo. A linfa é um líquido transparente e esbranquiçado, levemente amarelado ou rosado, alcalino e de sabor salgado, constituído essencialmente pelo plasma sanguíneo e por glóbulos brancos, com a mesma composição do que o fluido intersticial. 

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Linfa 
A linfa é transportada pelos vasos linfáticos em sentido unidirecional e filtrada nos linfonodos (também conhecidos como nódulos linfáticos ou gânglios linfáticos). Após a filtragem, é lançada no sangue, desembocando nas veias subclávias através do ducto torácico. 
A circulação linfática é responsável pela absorção de detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo,ou que não conseguem ser captadas pelo sistema sanguíneo. 
O sistema linfático coleta a linfa por difusão pelos capilares linfáticos, e a retorna para dentro do sistema circulatório. Uma vez dentro do sistema linfático o fluido é chamado de linfa, e tem sempre a mesma composição do que o fluido intersticial. Produzida pelo excesso de líquido que sai dos capilares sanguíneos ao espaço intersticial ou intercelular, sendo recolhida pelos capilares linfáticos que drenam aos vasos linfáticos mais grossos até convergir em condutos que se esvaziam nas veias subclávias. 
A linfa percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema. Pode conter microrganismos que, ao passar pelo filtros dos linfonodos (gânglios linfáticos) e baço são eliminados. Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como “íngua”. 

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Circulação linfática 
O sistema linfático humano ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. 
A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele. A contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido através dos capilares linfático. 
Este fluido é então transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes dutos desembocam no sistema circulatório na veia subclávia esquerda e a direita. 
A linfa segue desta forma em direção ao abdome, onde será filtrada e eliminará as toxinas com a urina e fezes. 
Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. 
Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço. 

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Baço 
O baço é o órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação sanguínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. 
Possui grande quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. 
Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático. 

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Papel do sistema linfático 
A linfa tem importante papel de drenadoras retirando do interstício celular os detritos e macromoléculas que as células produzem durante seu metabolismo. 
Além disso os microrganismos, patogênicos, drenados pelo sistema linfático, ao passar pelo filtros dos linfonodos (gânglios linfáticos) e baço são eliminados. 
Por isso, durante certas infecções pode-se sentir dor e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axila ou virilha, conhecidos popularmente como “íngua”, como também no baço. 
 O sistema linfático faz parte do sistema imunológico do corpo. Ele desempenha papel importante nas defesas do corpo contra a infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer. Como o sistema sanguíneo, o sistema linfático faz parte do sistema circulatório, mas possui um fluido conhecido por linfa, em vez de sangue. 
O sistema linfático ajuda a transportar substâncias – células, proteínas, nutrientes, produtos residuais – pelo corpo e é composto de: Vasos linfáticos (às vezes chamados simplesmente de ‘linfáticos’) Linfonodos (às vezes chamados de ‘gânglios linfáticos’) Órgãos como baço e timo Fisiologia e papel do sistema linfático 
O sistema linfático é parte importante do sistema imunológico do corpo, fornecendo defesas contra infecção e alguns outros tipos de doença, inclusive o câncer. Um fluido chamado linfa circula pelos vasos linfáticos e transporta os linfócitos, um tipo de glóbulo branco do sangue pelo corpo. Os vasos linfáticos passam através dos linfonodos, que contêm grande quantidade de linfócitos e atuam como filtros, confinando organismos infecciosos como bactérias e vírus. 
Os linfonodos tendem a se aglomerar em grupos – por exemplo, há grandes grupos nas axilas, no pescoço e na virilha. Quando uma parte do corpo fica infeccionada ou inflamada, os linfonodos mais próximos se tornam dilatados e sensíveis. Isso é o que acontece, por exemplo, quando uma pessoa com a garganta inflamada desenvolve “gânglios inchados” no pescoço. 
O fluido linfático da garganta escoa para os linfonodos no pescoço, nos quais o organismo infeccioso pode ser destruído e impedido de se espalhar para outras partes do corpo. 

Função 
O Sistema Linfático tem duas diferentes funções, limpeza e defesa. Funções Fazer retornar à corrente sanguínea substâncias vitais, na maioria proteínas que escapam dos capilares (recolhem o líquido tissular que não retornou aos capilares sanguíneos, filtrando-o e reconduzindo-o à circulação sanguínea). 
A absorção de lípidos e vitaminas lipossolúveis no tubo digestivo. Intervenção na defesa do organismo. (atua na defesa produzindo linfócitos, aprisionando agentes agressores e produzindo anticorpos. Compõe o Sistema Linfático na defesa: a linfa (como meio de transporte), os Gânglios, os linfócitos, as tonsilas (faríngeas, palatinas e sublingual), o timo, o baço e o apêndice). 
É constituído pela linfa, vasos e órgãos linfáticos. 

Capilares linfáticos 
Os capilares linfáticos estão presentes em quase todos os tecidos do corpo. Capilares mais finos vão se unindo em vasos linfáticos maiores, que terminam em dois grandes canais principais: o canal torácico (recebe a linfa procedente da parte inferior do corpo, do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e de partes do tórax) e o canal linfático direito (recebe a linfa procedente do lado direito da cabeça, do braço direito e de parte do tórax), que desembocam em veias próximas ao coração. 

Linfa 
Líquido que circula pelos vasos linfáticos. Sua composição é semelhante à do sangue, mas não possui hemácias, apesar de conter glóbulos brancos dos quais 99% são linfócitos.  No sangue os linfócitos representam cerca de 50% do total de glóbulos brancos. Órgãos linfáticos Amígdalas (tonsilas), adenoides, baço, linfonodos ( nódulos linfáticos) e timo (tecido conjuntivo reticular linfoide: rico em linfócitos). Amígdalas (tonsilas palatinas) Produzem linfócitos. 

Timo 
Órgão linfático mais desenvolvido no período pré-natal, involui desde o nascimento até a puberdade. Linfonodos ou nódulos linfáticos Órgãos linfáticos mais numerosos do organismo, cuja função é a de filtrar a linfa e eliminar corpos estranhos que ela possa conter, como vírus e bactérias. Nele ocorrem linfócitos, macrófagos e plasmócitos. 
A proliferação dessas células provocada pela presença de bactérias ou substâncias/organismos estranhos determina o aumento do tamanho dos gânglios, que se tornam dolorosos. 

Baço 
Órgão linfático, excluído da circulação linfática, interposto na circulação sanguínea e cuja drenagem venosa passa, obrigatoriamente, pelo fígado. Possui grande quantidade de macrófagos que, através da fagocitose, destroem micróbios, restos de tecido, substâncias estranhas, células do sangue em circulação já desgastadas como eritrócitos, leucócitos e plaquetas. Dessa forma, o baço “limpa” o sangue, funcionando como um filtro desse fluído tão essencial. O baço também tem participação na resposta imune, reagindo a agentes infecciosos. Inclusive, é considerado por alguns cientistas, um grande nódulo linfático. 

LINFA
É o liquido que encontramos nos vasos linfáticos. Percorre os vasos linfáticos que, conforme aumentam de calibre, recebem o nome de: capilares, vasos e ductos linfáticos. A composição da linfa é praticamente a mesma do sangue, exceptuando-se a existência de glóbulos vermelhos, o que faz a linfa ser de coloração transparente. Por ela circulam além das impurezas retidas do meio intersticial, proteínas, hormonas, glóbulos brancos e, ocasionalmente, dos intestinos ao fígado, nutrientes (moléculas de gordura). 

VASOS LINFÁTICOS 
Dividem-se em capilares, vasos e ductos. É formado por segmentos (linfângios) continuamente valvulados para impedir o refluxo. 
A linfa, que neles percorre, é movida por seis mecanismos: 
1-Formação de nova linfa que impulsiona a já existente. 
2- Massagem dos músculos sobre os vasos. 
3-  Os vasos, por se encontrarem próximos das artérias, sofrem a influência dos batimentos cardíacos. 4- A linfa da região abdominal (cisterna de quilo / ampola de Pequet) é sugada para o coração pelo vácuo formado na caixa torácica pelos movimentos respiratórios. 
5- Os vasos linfáticos possuem movimentos de contração. As válvulas, neles existentes, impedem o refluxo possibilitando o transporte da linfa em uma única direção.
 6-  A linfa das regiões acima do coração sofre a atração da força da gravidade. 

LINFONÓDOS 
São expansões nodulares de forma ovalada nas quais vasos linfáticos penetram trazendo linfa e os seus componentes. Consistem de tecido linfático, coberto por uma cápsula de tecido conjuntivo fibroso. Formam os linfonodos: trabéculas, vasos aferentes (que trazem linfa), seios linfáticos, vasos eferentes (que levam linfa), nódulos corticais, córtex, centro germinativo, cordões medulares, artérias e veias. Temos de 400 a 600 linfonodos em cadeia no nosso corpo. As principais cadeias e linfonodos são: cervical, axilar, fossa-olicraniana, ducto torácico, pré-aórtico (ampola), inguinal e losango poplíteo. 

LEUCÓCITOS 

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São formados nos ossos e nos órgãos linfáticos. Podem ser divididos nas seguintes classes: Leucócitos Granulares Neutrófilos: Fazem 65% da população total dos leucócitos, provem da medula óssea. 
Eusinófilos: 3% da população, sua concentração aumenta nas reações alérgicas. 
Basófilos: 11% das células brancas, funções desconhecidas.

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Leucócitos Não-Granulares 
Linfócitos: Fazem 30% dos leucócitos, se originam nos tecidos linfáticos e na medula óssea. Monócitos = Macrófagos Ao os maiores leucócitos, têm a ação fagocitária. 


Anticorpos Facilitam a destruição dos agentes nocivos. São formados por proteínas como globulina. Constituem o resultado final da proliferação de linfócitos “B”. (Existem linfócitos “B” que atuam mais eficazmente nas infecções agudas e o “T” que são eficientes nas crônicas). 

Febre 
É um sintoma que acompanha numerosos estados patológicos; consiste no aumento da temperatura corporal acima de 37°, podendo atingir até 41° a  42º C. É um mecanismo do qual o corpo lança mão para combater com mais eficácia a presença de germes invasores, tendo em vista da impossibilidade destes suportar temperatura próxima dos 40°C. Há dois mecanismos de produção da febre: Microrganismos Toxinas bacterianas Via sistema imunológico Corpo estranho, linfócito. Os dois mecanismos terminam da mesma forma. Os micróbios podem estimular diretamente os neutrófilos (glóbulos brancos), que por sua vez ativam o hipotálamo, que é o auto – regulador da temperatura. Desta forma, os vasos sanguíneos da pele se contraem para evitar a perda de calor, ao mesmo tempo em que o metabolismo é aumentado para produzir mais calor. Assim, diminuindo a perda de calor, e ao mesmo tempo, aumentando sua produção, teremos um aumento de temperatura, e estamos diante da febre. É importante supervisionar esse mecanismo de defesa impedindo o aumento da temperatura na cabeça. Obs.: não é aconselhável permitir que o estado febril se prolongue por mais de 24 horas. 


TONSILAS 
Órgãos linfáticos, constituídos por numerosos folículos de tecido linfoide, dispostos em nódulos possuindo centros germinativos de anticorpos e linfócitos. 
Classificam-se em tonsilas faríngeas, tonsilas palatinas e tonsila lingual: 

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Função 
Todas atuam como defesa adicional contra agentes infecciosos provenientes da boca e do nariz. Exercem esta função de defesa dando o alarme, formando linfócitos através do seu tecido linfoide e produzindo anticorpos. Tonsilas Faríngeas: Localizada na faringe nasal (adenoides). Monitorar as fossas nasais. Tonsilas Palatinas: Mais conhecida por amígdalas, situadas na retro boca. Monitora o que por ali passa. Tonsila Lingual: Situada no dorso da porção da língua, das papilas valadas até a epiglote. Mesma função da anterior. 

TIMO 
Órgão achatado, de um rosa-cinzento, com dois lobos localizados na frente da aorta e atrás do externo, formados por uma massa cinzenta. Seu tamanho aumenta durante infância e, com o passar dos anos diminuindo de tamanho lentamente. Função Tem um papel critico no desenvolvimento e proteção do organismo. Produz uma hormona chamado Timozina. Combate a invasão por microrganismos infecciosos e também atua na identificação e destruição de qualquer coisa que possa ser descrita como “não própria”, incluindo transplantados e células malignas. Nele precursoras células “T” oriundas da medula óssea recebem definitiva transformação atuando eficientemente nas infecções cró nicas, micoses e viroses. 

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APÊNDICE 
Pequena porção do intestino, de formato vermiforme, cilíndrico e flexível, inserido no ceco, abaixo da válvula ileocecal. Possui tecido linfático Função Produz alguns leucócitos que contribuem na defesa da região onde se encontra. 

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Fonte: 
www.medicinageriatrica.com.br/ www.roche.com.br/www.ajudalunos.com
Referência ABBAS, A.K.; LICHTMAN, A.H.; POBER, J.S. Imunologia Celular e Molecular. 3.ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2000. 486p.
www.portalsaofrancisco.com.br/corpo-humano/sistema-linfatico